Também na comparação de acumulados, as tentativas de feminicídio caíram de 275 para 246 (-10,5%), as ameaças foram de 28.040 para 27.653 (-1,4%), as lesões corporais diminuíram de 15.775 para 15.126 (-4,1%), e os estupros reduziram de 1.384 para 1.172 (-15,3%). Todos números ainda elevados, mas que trazem esperança ao comprovar a tendência de queda verificada ao longo do ano. Para continuar esse enfrentamento à violência, a Brigada Militar tem investido na informação e qualificação das ações preventivas.
No seminário, foram apresentados e discutidos os métodos do programa, como são aplicados, resultados e palestras com especialistas no assunto. Entre as participantes, um símbolo da luta das mulheres: Maria da Penha Maia Fernandes, vítima da violência doméstica e que deu origem a lei que tornou mais rígida a pena para os agressores.PIONEIRISMO - A Brigada Militar foi pioneira na instalação da Patrulha Maria da Penha no Brasil e hoje, vários Estados realizam trabalhos semelhantes inspirados no modelo desenvolvido pela instituição no Rio Grande do Sul. A ação se iniciou em 2012 e, desde então, já tem cerca de oitenta mil vítimas cadastradas, mais de duas mil palestras de prevenção realizadas, cerca de 110 mil visitas as vítimas e quase mil prisões de agressores por descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência. Atualmente, quarenta municípios são contemplados com o programa de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica.