A intenção também é dar visibilidade ao trabalho do Grupo de Enlutados e enfatizar que ninguém precisa enfrentar o processo de luto sem apoio e escuta
A Cuidativa une-se a uma ação que irá ocorrer no Memorial Pelotas Cemitério Parque, no Dia de Finados. Das 8h às 17h, psicólogos e assistentes sociais do Centro Regional de Referência em Cuidados Paliativos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (Famed-UFPel) irão distribuir material informativo sobre luto e também mudas de suculentas cultivadas por integrantes do Grupo de Apoio a Pessoas Enlutadas, da Cuidativa. A iniciativa inclui a participação de estudantes de Psicologia da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e do próprio cemitério.
Além do trabalho de acolhimento nesta data que costuma reunir pessoas tocadas por lembranças, saudades e diferentes sentimentos relacionados à perda de alguém significativo, a intenção também é dar visibilidade ao trabalho do Grupo de Enlutados e enfatizar que ninguém precisa enfrentar o processo de luto sem apoio e escuta. “Entendemos que cuidar não termina com a morte. É importante reconhecer e acolher quem permanece, respeitando a singularidade de cada experiência de perda”, destaca a psicóloga da Cuidativa, Mariana Aires.
Sentimentos como tristeza, saudade, raiva, culpa, alívio e até momentos de tranquilidade podem fazer parte da experiência de perder alguém, embora nem todas as pessoas vivenciem essas emoções – explica Mariana. E compreender isso pode diminuir a sensação de que há algo errado consigo mesmo e ajudar a reduzir cobranças relacionadas à forma ou ao tempo de viver a perda. “Além disso, a informação permite reconhecer quando o sofrimento está muito intenso, persistente ou comprometendo significativamente a vida cotidiana, indicando a necessidade de buscar apoio profissional.”
Conheça o Grupo de Enlutados da Cuidativa
Os encontros ocorrem todas as quartas-feiras, das 14h às 15h. As atividades têm como base a Teoria do Processo Dual do Luto, que mescla momentos voltados à própria perda com outros direcionados à restauração da vida cotidiana. Na prática, o trabalho se divide entre rodas de conversa sobre a pessoa que morreu, as experiências de cada participante e os sentimentos relacionados à perda e momentos de restauração e cuidado, quando participam de práticas como atividade física e musicoterapia ou recebem atendimentos, como reiki, auriculoterapia e acupuntura.
O trabalho é aberto a toda a comunidade. Para participar, não precisa ser familiar, cuidador ou amigo de pacientes da Cuidativa. O endereço é avenida Duque de Caxias, 104, na antiga Laneira, no bairro Fragata.