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ARQUITETA Daniela Tunes ouvida na CPIFoto/Assessoria Câmara[/caption]
"Especialmente na área em frente à Faculdade Anhanguera, o projeto deveria ter levado em conta a questão da pedra lisa, do grande tráfego de veículos pesados e da frenagem dos ônibus", afirmou o relator, salientando que, depois da licitação, as empresas consorciadas não deveriam ter aceitado fazer a obra se estava com problemas.
Questionada sobre qual material ela usaria para pavimentar o trecho em frente à Faculdade, a arquiteta Daniela Tunes disse que "tiraria o asfalto, que não para na pedra e colocaria concreto, ou deixaria mesmo a pedra".
"A própria arquiteta disse que acharia adequado colocar concreto, o que comprova os defeitos no projeto", salienta Marcus Cunha. Além disso, ela afirmou, ao ser questionada, que a mão-de-obra do consórcio era péssima. Segundo a profissional, não adianta comprar um excelente material se o pedreiro que é contratado para fazer a casa é péssimo.
Por outro lado, a arquiteta também afirmou que, ao ser entregue parcialmente, a obra estava "em perfeitas condições, depois é que os defeitos apareceram."
INIDÔNEOS - O vereador Marcus Cunha informou ter encaminhado documento à Prefeitura para que as empresas consorciadas sejam incluídas no Cadastro de Empresas Inidôneas, impossibilitando que possam concorrer nos processos licitatórios do Poder Público Municipal relativos à mobilidade urbana, para os quais o município receberá R$ 100 milhões.
Cunha também já conversou diretamente com a secretária de Gestão, Josiane Almeida, a quem pediu que os engenheiros responsáveis pelo projeto da Fernando Osório e a fiscalização da obra, Lélio Brod e Raul Odone, não façam parte das obras de mobilidade urbana de Pelotas. Integrantes da equipe da UGP, os dois saíram da Unidade assim que as obras foram concluídas.
Mas, o vereador disse ter recebido como resposta da secretária que, depois de terem deixado a UGP, os dois foram contratados pela empresa Incorp Consultoria & Assessoria Ilimitada, que já assinou contrato com a Prefeitura, para elaboração de projetos executivos de reestruturação da mobilidade urbana, orçado em cerca de R$ 1,5 milhão que inclui intervenção arquitetônica, estrutural, pavimentação asfáltica e drenagem em ruas e avenidas da cidade.
"A secretária me disse que poderia conversar com a empresa, mas a decisão é dos seus diretores", explicou o parlamentar.