Lavínia Vitória Jardim e Ketlyn Cristina da Luz farão parte do grupo que defenderá as cores brasileiras no rugby no sábado (30) e domingo (1º). Elas fazem parte do projeto de extensão desde o ano de 2017, quando começaram, de fato, os treinamentos com as estudantes.
Para o pró-reitor de Extensão e Cultura e coordenador do projeto, professor Eraldo Pinheiro, o sentimento é de sonho realizado. Ele conta que uma das metas do “Vem ser rugby” era proporcionar às participantes a chance de competir em torneios locais, nacionais e internacionais, objetivo atingido ainda no primeiro ciclo do projeto. Com essa participação nos jogos sul-americanos, segundo ele, não se realiza apenas o sonho da coordenação, mas de todas as meninas que participam.
Por mais mulheres no esporte
Mantido em parceria com a Prefeitura de Pelotas e com financiamento do programa Pró-Esporte, o projeto “Vem ser rugby” é voltado a alunas da rede municipal de ensino: desde 2016, quando iniciou o projeto, mais de 10 mil estudantes já tiveram contato com informações do rugby. Por meio de exames físicos, formou-se um banco de dados dos quais são selecionadas potenciais atletas para as atividades esportivas. Além da formação de atletas, a ação também busca trazer uma capacitação continuada de professores.
Segundo Pinheiro, a destinação exclusiva do “Vem ser rugby” para estudantes do sexo feminino tem o objetivo de aumentar a participação de meninas e mulheres na modalidade. “Mulheres enfrentam mais barreiras na carreira esportiva”, explica. Isso demonstra o motivo pelo qual a formação de treinadoras também é uma das metas do projeto.

O coordenador destaca que, apesar de ainda estar no primeiro ciclo, muitas conquistas já foram alcançadas pelo projeto: atletas convocadas pela seleção gaúcha já alcançaram duas vezes a terceira colocação no campeonato brasileiro e treze delas foram selecionadas pelo programa Bolsa Atleta.
A ideia é que tais oportunidades se estendam a mais estudantes pelotenses: novas vagas serão abertas no projeto e as seletivas já estão ocorrendo nas escolas municipais. As participantes terão acesso aos treinamentos, atividades físicas e consultas e exames com profissionais parceiros. As ações do “Vem ser rugby” são conduzidas por uma equipe multidisciplinar, que reúne integrantes dos cursos de Educação Física, Fisioterapia, Psicologia, Nutrição, Letras e Odontologia.