Termo “turma da senzala” teria sido utilizado em troca de e-mails relacionada à aquisição de materiais de laboratório


A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) acionou, na noite desta terça-feira (1º), o fluxo previsto na Política Bem Viver UFPel: Prevenção e Combate às Violências, após tomar conhecimento de um caso de racismo envolvendo um integrante da comunidade universitária.


Segundo o Movimento de Resistências UFPreta, o episódio ocorreu durante uma troca de e-mails relacionada a atividades administrativas rotineiras da instituição. O termo “turma da senzala” teria sido utilizado em um encaminhamento relacionado à aquisição de materiais de laboratório.


Após tomar conhecimento do caso, a UFPel acionou as instâncias responsáveis pelo acolhimento, apuração e encaminhamento da situação, entre elas a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe). A partir disso, foram iniciados os procedimentos institucionais previstos na Política Bem Viver para situações de racismo e outras formas de violência.


Em nota, a Universidade afirmou que não tolera práticas racistas em seus espaços e reafirmou o compromisso com o enfrentamento às violências e com a construção de um ambiente universitário seguro, democrático e livre de violência.


Por se tratar de procedimentos administrativos sigilosos, a UFPel informou que não pode divulgar detalhes sobre as medidas adotadas ou os encaminhamentos específicos relacionados ao caso.


A Universidade afirmou ainda que seguirá acompanhando a situação e adotando as providências cabíveis, conforme a legislação e os procedimentos estabelecidos pela Política Bem Viver.