Episódio ocorrido na madrugada de 21 de setembro representa o terceiro evento climático extremo registrado em aproximadamente 45 dias no município de Pelotas e região
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) solicitou ao Ministério da Educação (MEC), em caráter emergencial e prioritário, novo apoio para a recuperação da infraestrutura universitária severamente atingida pelos sucessivos eventos meteorológicos extremos que vêm ocorrendo em Pelotas, Capão do Leão e na região Sul do Rio Grande do Sul. O episódio ocorrido na madrugada de 21 de setembro, desta vez com a passagem de ventos de mais de 100 km/h, representa o terceiro evento climático extremo registrado em aproximadamente 45 dias no município de Pelotas e região, impondo à Universidade sucessivas ações emergenciais de proteção das pessoas, recuperação de edificações e preservação do patrimônio público.
O temporal do dia 21 atingiu simultaneamente diferentes Campi e unidades da UFPel. Os levantamentos realizados até o momento identificaram destelhamentos totais e parciais, quebra de vidros e esquadrias, entrada de água em ambientes internos, danos em forros e fechamentos, queda de árvores, muros e postes, obstrução de acessos e comprometimento de estruturas acadêmicas, laboratoriais, experimentais, assistenciais e de moradia estudantil.
O Campus Capão do Leão concentra, até o momento, a maior quantidade de ocorrências, incluindo danos em edificações acadêmicas, no Hospital de Clínicas Veterinárias, em estruturas experimentais, estufas, pavilhões, redes, postes, vias e acessos, além do grande impacto nas casas de estudantes que ficam na fazenda da Palma (Capão do Leão). Em Pelotas, também foram registrados danos significativos no Centro de Engenharias, Campus Anglo, Faculdade de Enfermagem, Instituto de Ciências Humanas, Instituto de Filosofia, Sociologia e Política, Núcleo de Editora e Livraria (Nelu) e Centro de Esporte, Saúde e Cultura (CESC, prédio da antiga AABB).

Campus Anglo, na zona do Porto de Pelotas, também sofreu danos com o vendaval do dia 21
Desde as primeiras horas após o evento, a Universidade mobilizou suas equipes para atendimento das situações mais urgentes. Ao longo dos dois primeiros dias, foram realizadas vistorias em diferentes espaços da Universidade, com atenção especial às condições de coberturas, telhados, esquadrias e demais elementos das edificações que possam ter sido afetados pela intensidade dos ventos e das chuvas.
Os levantamentos, contudo, permanecem em andamento. As equipes técnicas seguem realizando vistorias nas edificações e estruturas atingidas, avaliando riscos, identificando danos e dimensionando as intervenções necessárias. A Universidade segue acompanhando as condições dos seus prédios e espaços físicos. Novas informações serão divulgadas à medida que o levantamento técnico avance.
A extensão territorial dos danos, a quantidade de edificações atingidas e a necessidade de avaliações técnicas específicas ainda não permitem a consolidação definitiva dos prejuízos.
Apesar do caráter inicial do levantamento, os danos já identificados demonstram que a situação ultrapassa a capacidade financeira da Universidade e também o alcance dos recursos anteriormente destinados pelo MEC.
Diante desse novo cenário, a UFPel já solicitou ao Ministério da Educação a liberação extraordinária e emergencial de recursos adicionais destinados às ações de emergência e contenção, recuperação funcional das edificações, recomposição de equipamentos e estruturas especiais e intervenções estruturais e de resiliência.
A Universidade segue encaminhando ao MEC as informações e os documentos técnicos complementares à medida que forem concluídos os levantamentos.
O pedido de disponibilização de recursos extraordinários ao MEC é movimento da UFPel na direção de proteger sua comunidade, preservar o patrimônio público e restabelecer as condições adequadas para o desenvolvimento de suas atividades acadêmicas e administrativas.
A UFPel recebeu apoio recentemente, fundamental para o enfrentamento das demandas resultante dos eventos climáticos anteriores, sendo que tais recursos já estão sendo destinados a intervenções emergenciais de manutenção predial e à adaptação das instalações universitárias aos eventos meteorológicos mais severos.
Entretanto, conforme avalia a gestão superior, os recursos anteriormente disponibilizados não são suficientes para fazer frente aos novos danos, gerados pelo evento climático extremo ocorrido na madrugada de 21 de setembro, que ampliou significativamente a extensão e a gravidade dos prejuízos à infraestrutura institucional.
Envolvimento
Nesse período, a Universidade também tem realizado atendimento aos estudantes afetados pelo desabastecimento de água e energia em Pelotas, em parceria com o Diretório Central de Estudantes (DCE), e atuado com consonância com outras entidades. Nesta quarta-feira (23), a reitora Ursula Silva participou de reunião com os prefeitos da região Sul e a Defesa Civil regional e nacional, junto a outras instituições de ensino da região. Na pauta, estavam os impactos sofridos e a importância de alternativas de recursos. No encontro, uma das propostas levantadas foi a necessidade de estabelecer uma Medida Provisória para liberação de recursos emergenciais, a exemplo das que existiram na ocasião das enchentes do estado em 2024, mas que contemple a diversidade de ocorrências em eventos extremos, como ventos e granizo.