No início deste ano, o TCU realizou uma nova rodada de monitoramento no hospital, cujos resultados constam na correspondência recebida em maio. “O conteúdo foi uma surpresa para nós”, afirma o reitor da UFPel, Pedro Curi Hallal. No instrumento encaminhado, o tribunal aprova as novas metodologias adotadas pelo Hospital Escola e recomenda o encerramento no acompanhamento.
Muitos dos pontos indicados no relatório inicial faziam menção à compra de insumos, materiais e medicamentos para o Hospital, que, na maior parte das vezes, era realizada pela Fundação de Apoio Universitário (FAU), e não por órgão da administração pública, como deveria ser.

“O conteúdo foi uma surpresa para nós”, afirma o reitor da UFPel, Pedro Curi Hallal
Entretanto, a partir da adesão do Hospital Escola à estrutura da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), gradativamente o processo de compras foi sendo encaminhado para a nova estrutura administrativa, o que acabava cumprindo as exigências impostas pelo órgão de controle. No dia 12 de fevereiro deste ano, chegou ao fim do Contrato 50, celebrado entre a UFPel e a FAU, que permitia que a Fundação realizasse as compras para o hospital e que a Universidade realizasse os repasses financeiros, o que também fez com que se cumprissem algumas das demandas do TCU.
Para o reitor, esta sinalização de que o Tribunal de Contas da União deixará de realizar o monitoramento é um sinal de que a gestão realizada junto ao Hospital Escola está de acordo com o que se espera da administração pública. “É um selo de qualidade da gestão”, diz Hallal.