Fracassou a reunião entre caminhoneiros, embarcadores, cooperativas de transporte, empresários do ramo, parlamentares e representantes do Ministério da Fazenda, Secretaria Geral da Presidência da República, Polícia Rodoviária Federal, entre outros órgãos envolvidos na cadeia produtiva do transporte rodoviário de cargas.


O governo federal não apresentou nenhuma proposta e os profissionais entraram em greve a partir de hoje. O encontro aconteceu ontem na sede na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), em Brasília.


Os profissionais saíram da audiência gritando palavras de ordem contra a presidência da República, ao mesmo tempo em que comunicavam aos líderes da categoria, via redes sociais, o início da paralisação.


O deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS), relator da Comissão Externa da Câmara que acompanha o movimento dos caminhoneiros lembrou que o aviso já vinha sendo dado desde fevereiro, e agora o Brasil vai parar. Mesmo assim, a comissão vai examinar o encaminhamento de cinco propostas para o plenário da Câmara, em busca de uma solução para o movimento.


1)    Definição de um preço mínimo para frente, evitando confrontos de constitucionalidade;


2)    Redução dos impostos incidentes sobre o óleo diesel;


3)    Crédito especial de R$50 mil do BNDESm com juros de 2% ao ano destinado aos caminhoneiros autônomos;


4)    Perdão das multas aplicadas durante a paralisação;


5)    Reserva de mercado de 40% para as cooperativas de caminhoneiros


ÚLTIMA greve da categoria provocou desabastecimento de combustível e de gêneros alimentícios Hélio Jr./DM ÚLTIMA greve da categoria provocou desabastecimento de combustível e de gêneros alimentícios
Hélio Jr./DM


DESABASTECIMENTO PARCIAL DE COMBUSTÍVEL


É grande a corrida desde a madrugada desta quinta-feira aos postos de combustíveis de Pelotas. Alguns estabelecimentos já enfrentam a falta do produto. Em outros, longas filas de veículos se formam para abastecer.


A reportagem do Diário da Manhã conversou com motoristas de caminhões que transportam combustíveis. Eles dizem que ainda há caminhões circulando pelas estradas e os carregamentos já feitos estão sendo entregues normalmente.



Entre Pelotas e Rio Grande – até o momento – não havia bloqueios. “Mas a gente não sabe como vai ser daqui pra frente”, disse o profissional.


Alguns postos ainda seguem recebendo combustíveis Alguns postos ainda seguem recebendo combustíveis