O médico que o atende diz que ele terá de procurar outra UBS, pois sem internet não há como lhe encaminhar via sistema. O espaço estava em reforma. A bem da verdade, a reforma no espaço o deixava um pouco aquém das mínimas e saudáveis condições de saúde recomendáveis.
Cidadão segue adiante: procura a UBS do Fátima, onde lhe pedem um comprovante de residência, mas não aceitam o de um familiar. É preciso uma declaração do dono da residência atestando que o cidadão que mora no Porto – onde possui comprovada residência fixa - também reside no Fátima. Ou seja: uma mentirinha básica.

SEM internet, sistema na UBS Puericultura não atende as necessidades da comunidade
Entende o cidadão que a solução teria de ser apresentada pela Puericultura, afinal, é na sua zona residencial. Não é o mesmo entendimento dos responsáveis, na SMS. Pelo menos é o que parece.
A cidadã, M.G.L.A. (52) também residente no Porto já passou por situação semelhante. “Peregrinei pelos postinhos do Porto, Fátima e Navegantes, porque minha conta de luz não estava no meu nome. Precisei mentir, com a conta de luz do antigo endereço e fui atendida, lá na Guabiroba”, conta.
A reportagem do Diário da Manhã tentou contato com os responsáveis que lhe foram indicados: Sabrina Lima, Diretora de Ações em Saúde, da SMS, e Natália Pinheiro, chefe de gabinete da secretária municipal, Roberta Paganini. Depois de muito, mas muito, tentar, via telefone, foi atendida pela chefe de gabinete, a qual ouviu o relato da situação e ficou de dar um retorno através de pessoa responsável, do setor de Atenção Básica, Não houve o retorno.