Quase 40 mil visitas foram realizadas e 33 mil mulheres cadastradas desde 2015 até abril deste ano. Inscrita no Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a iniciativa foi reconhecida, em julho de 2017, como uma das dez finalistas como práticas inovadoras de enfrentamento à violência contra as mulheres no Brasil.De acordo com a coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, capitã Clarisse Heck, as ações desencadeadas ”têm apresentado resultados de redução dos índices de violência doméstica e familiar, além de evitarem casos de feminicídio”, destacou a oficial.
A patrulha faz parte da Rede de Atendimento da Segurança Pública para enfrentar a violência doméstica e familiar, que atua por intermédio dos órgãos: Polícia Civil, Instituto Geral de Perícias, Superintendência dos Serviços Penitenciários e Brigada Militar, em conjunto com o Poder Judiciário.
Lei que defende mulheres vítimas completa 11 anos
Uma pesquisa de 2010 da Fundação Perseu Abramo mostrou que cinco mulheres são espancadas a cada dois minutos no Brasil. Os agressores geralmente são homens conhecidos e em 80% dos casos são o próprio marido ou namorado da vítima.
Por causa de agressões sofridas por Maria da Penha Maia Fernandes pelo seu marido, foi criada a Lei 11.340, Lei Maria da Penha, em agosto de 2006, que completa em 2017 onze anos de existência. A norma foi implementada visando a diminuição dos crimes de violência doméstica.