A decisão foi tomada pela Conmebol após reunião realizada na sede da entidade na cidade paraguaia de Luque nos arredores de Assunção. O encontro contou com as presenças dos presidentes dos dois clubes argentinos: Daniel Angelici, do Boca Juniors, e Rodolfo D'Onofrio, mandatário do River Plate.
Ao fim da reunião, o presidente da Conmebol informou a decisão, pela qual a partida da volta da final da Copa Libertadores será disputada entre os dias 8 e 9 de dezembro (sábado ou domingo) - em horário e sede ainda a serem definidos pela administração da Conmebol “assim que possível".
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Boca Juniors e River Plate vão fazer o segundo da final fora da Argentina por questão de segurança[/caption]Alejandro Dominguez anunciou que "a partida será jogada fora do território da Argentina". Ele alegou falta de segurança para realizar o decisivo jogo em solo argentino, após o ataque da torcida do River aos jogadores do Boca. Cidades como Chapecó, Belo Horizonte e Gênova (Itália) já se ofereceram para receber o clássico. A mesma iniciativa foi tomada pelo presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, colocando Porto Alegre à disposição da Conmebol. A imprensa argentina aponta Assunção (Paraguai) como favorita para receber a final da Libertadores.
PROCESSO – A Conmebol decidiu também abriu processo disciplinar contra o River Plate por causa da confusão armada pela torcida do clube nos arredores do Monumental de Nuñez, apedrejando o ônibus do Boca do Juniors. O episódio provocou ferimentos em jogadores e determinou o adiamento da decisão da Libertadores, que seria realizada no sábado. Por falta de segurança e porque o Boca tinha jogadores feridos, especialmente seu capitão Pablo Perez (lesão no olho esquerdo) a partida não foi disputada também no domingo.
O Boca pede a punição do rival. Ao ser notificado, o River terá 24 horas para apresentar sua defesa à Comissão Disciplinar da entidade. No jogo de ida da final houve empate por 2 a 2 na Bombonera.