O decreto de criação foi assinado pelo governador José Ivo Sartori em 31 de agosto de 2017. Segundo o decreto, as unidades terão como sedes principais os municípios de Bagé, Camaquã e Santiago e sedes complementares em Cruz Alta e Rosário do Sul. A escolha das sedes partiu de uma decisão técnica da Chefia da Polícia Civil. As delegacias ficarão subordinadas ao Departamento de Polícia do Interior (DPI) e atuarão, também, a partir da utilização de bases itinerantes nas operações realizadas em todo o Estado.

EXPECTATIVA é de que os crimes desta natureza tenham uma sensível redução
Elas não estão administrativamente vinculadas às Delegacias de Polícia Regionais do Interior (DPRI) nas quais estão instaladas, porque elas têm uma atuação um pouco diferenciada em relação às demais delegacias. A atribuição das Decrabs é em todo o Estado do Rio Grande do Sul, não ficando ligadas aos limites das Delegacias Regionais nas quais estão vinculadas. Elas atuarão preferencialmente no Interior do Estado, onde normalmente ocorrem os crimes,
As Decrabs vão atuar em todo o Estado do RS, justamente porque a Força-Tarefa mostrou que o crime organizado acaba tendo uma atuação muito difundida em todo o Estado. Uma organização criminosa atua não só na Região de Pelotas, de Rio Grande, mas também em direção à Região Metropolitana, em direção à Região da Campanha, eles acabam atuando em todo o Estado. Então por conta disso não vai haver nenhuma limitação geográfica, pelo menos a priori na área de atuação das Decrabs.
Em 2017, os casos de abigeato registram queda de 25,53%. Foram 10.451 ocorrências deste tipo registradas em 2016 e 7.783 em 2017. Com a criação das novas delegacias a expectativa é de que estes números caiam ainda mais. Estas delegacias vêm em continuidade ao trabalho realizado pelo Projeto da Força-Tarefa contra os Crimes Rurais e Abigeato.