Ele tem 93 anos, próximo de completar 94. É pelotense nascido no ex 8º distrito, Morro Redondo, em 17 de Novembro de 1923, e registrado no ex-4º distrito, Capão do Leão. Hoje ambos são municípios independentes.
João Pereira da Siva é 2º tenente reformado, pracinha da Força Expedicionária Brasileira(FEB): representa os ex-combatentes em Pelotas. Sua segunda-feira foi movimentada, em cerimônia no Exército e atividade cívico-patriótica promovida pelo Grupo de Escoteiros São Francisco, com a imposição de corbélia floral junto ao monumento “Cruz da Vitória” no Parque Dom Antônio Zattera. E visitas à imprensa.
Boa memória, boa conversa, boas histórias. Seu João conta que ingressou no Exército – 9º BIMtz - com 17 anos, voluntariamente, por sugestão-indicativa do General Plácido Nogueira. A viagem de navio até a Itália, conta ele, durou 28 dias, a partir de Rio Grande. A trajetória até a cidade Noiva do Mar foi feita em vagões de um “trem-boiadeiro”. De Pelotas partiram 280 soldados. Ele acredita ser um dos poucos, se não o único, que ainda está vivo.
COM a esposa, Elizabete: orgulhoso pela contribuição para com a história das forças armadasFOTO: HFJ/DM
O período de um ano e quatro meses em solo italiano marcou aprendizados, crescimento, determinação, com destaque à decisiva participação brasileira para o sucesso dos aliados e rendição alemã.
“Tenho muito orgulho em fazer parte desse período da história do nosso país”, resume o ex-pracinha, atualmente casado com Elizabete da Silva Santana da Silva. Do primeiro casamento, com Edite da Silva, falecida, tem três filhos, duas mulheres e um homem. E seis netos.
Das quase três centenas de pelotenses que estiveram na Itália, que se somaram a outros milhares de brasileiros, todos membros da FEB, seu João é a história-viva da participação do Brasil na 2ª Grande Guerra.